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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Partilhando....



"-Havia, num país distante, um Rei. Vivia no seu palácio, no cimo da colina, rodeado de uma grande corte e na companhia do seu Filho. Havia também nesse reino um bosque, um grande bosque atravessado por um pequeno rio azul. Muita gente vivia nesse bosque. Era gente boa e simples que nunca tinha entrado no palácio real e que se sentiria pouco à vontade se lá entrasse, tal era a distância entre estes dois mundos tão próximos. Os homens eram caçadores e lenhadores. As mulheres lavavam a roupa no rio.


Ora um dia o Príncipe, cavalgando no bosque ao longo do rio, viu uma jovem Lavadeira. Ficou secretamente a olhar para ela por detrás dos canaviais e apaixonou-se por ela. Gostaria de se propôr a ela e de a namorar. Mas como fazer? Lavá-la a viver no palácio não era possível, seria de mais para ela. Ir ele viver para a clareira com toda a sua corte, também não. Assustá-la-ia, a ela a todos, e não iria resultar. Foi então que decidiu: "Deixarei a corte, perderei todos os meus privilégios reais, irei viver como mais um na clareira do bosque." Passados anos lá o encontramos. Trabalha agora o dia inteiro como lenhador. Tem agora as suas mãos calejadas do machado. Até a sua maneira de falar é diferente, igual à de todos os lenhadores do bosque...


- Diz-me, Benjamim, este homem que agora vemos assim mal vestido, a suar e de mãos calejadas é ou não é Príncipe?


Benjamim hesitou: - Que história linda, Senhor! Bem... eu acho que... ou seja... acho que sim, que ele deixou tudo por amor mas que no fundo continua Príncipe.


- E achas muito bem - disse o Filho. - Claro que Ele agora já não pode assinar decretos reais nem dispor livremente da fortuna da família, nem tem a facilidade de meios que tinha no palácio. Mas o sangue azul que corria nas suas veias não o perdeu. Príncipe uma vez, Príncipe para sempre.
- Então, Senhor, isso significa que Tu vais perder os privilégios mas não deixar de ser quem és?

- É verdade, Benjamim. É assim o amor.

- E quem é a Lavadeira? É a humanidade?

- Nem mais, Benjamim.

- E o Teu sangue azul, que sangue é?

- É o Amor, Benjamim.

- E a Lavadeira? O que aconteceu à Lavadeira?

- A Lavadeira, aos poucos, aprenderá a amá-Lo, ganhará nobreza de sentimentos e será uma Senhora.

- E irá viver para o palácio com ele?

- Sim, Benjamim, quando estiver preparada.

- E serão os dois felizes para sempre?

- Sim, Benjamim - disse o Filho a sorrir -, e serão os dois felizes para sempre. E o Rei tratá-la-á como filha, E ela será herdeira de todos os bens da família real.

- Acho que já estou a perceber, disse o anjo pegando na harpa:

"Para onde foi o teu amado, ó mais formosa das mulheres? Para onde se retirou o teu amado? O meu amado desceu ao seu jardim, ao canteiro dos balsameiros, para se recrear entre as flores e colher lírios. Eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim. Ele recreia-se entre os lírios." (Cant 6, 1-3)



in "O Príncipe e a Lavadeira"

Pe. Nuno Tovar de Lemos

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Uma história de Amor...




A VIDA DE S. PAULO


Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contactos com a vida e a cultura do Império Romano.
Os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) e o apelido Paulo. O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego. Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.
Recebeu a sua primeira educação religiosa em Tarso tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés. A partir do ano 25 d.C. vai para Jerusalém onde frequenta as aulas de Gamaliel, mestre de grande prestígio, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral.
Aprende a falar e a escrever aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (Act 21,37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.
Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de facto a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade.
Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas: cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios. Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.
Quando estava preso em Cesareia, Pau-lo apela para César e o governador Festo envia-o para Roma, aonde chegou na Primavera do ano 61. Viveu dois anos em Roma em prisão domiciliária. Sofreu o martírio no ano 67, no final do reinado de Nero, na Via Ostiense, a 5 quilómetros dos muros de Roma.


A CONVERSÃO


Ainda adolescente, sem idade para poder apedrejar, assistiu ao martírio do diácono Estêvão, o primeiro mártir da Igreja. (Act 8,1).
Paulo, hebreu convicto, perseguia os cristãos porque os considerava como hereges, como uma seita contrária à verdadeira fé, que ameaçava a autoridade religiosa do judaísmo.
No ano 35, quando Saulo tinha cerca de 30 anos, na sua luta contra os cristãos chefia um grupo que vai galopando para Damasco, com autorização dos sumos sacerdotes, para eliminar um grupo de cristãos e levar os seus chefes algemados para Jerusalém.
Paulo diz que no caminho, já próximo de Damasco, se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu e lhe apareceu Cristo Ressuscitado, que lhe disse: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» Saulo perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» A voz respondeu: «Eu sou Jesus a quem tu persegues. Agora levanta-te, entra na cidade e e aí te dirão o que deves fazer» (Act 9,1-7). Perseguindo os membros da Igreja, Paulo estava a perseguir Cristo que é a sua Cabeça.
Após o diálogo com Cristo Ressuscitado, Paulo, de perseguidor dos cristãos torna-se um homem novo, o mais ardente missionário do Evangelho, que irá dedicar o resto da sua vida a Cristo, numa contínua identificação com Ele ao ponto de poder dizer: «Para mim viver é Cristo» (Fl 1-21); «Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.» (Gl 2,20)
Desde aquele momento começa para Paulo uma nova etapa da vida, uma grande aventura que o levará por montes, desertos, mares, aldeias e cidades do Mediterrâneo Oriental, e que terminará em Roma com o martírio.


CHAMADO POR DEUS


Ananias, sacerdote hebreu-cristão, faz a iniciação cristã de Paulo e administra-lhe o Baptismo (Act 9,18). Jesus, falando de Paulo, disse a Ananias: «Esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu Nome aos pagãos, os reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar a Saulo quanto ele deve sofrer por causa do meu Nome.» (Act 9,15-17)
Paulo, sempre atento à voz de Deus, é conquistado por Cristo. Reconhece que está no caminho errado e decide pronta e corajosamente mudar de rumo.
Depois de catequizado por Ananias, Paulo fez algumas tentativas missionárias entre os judeus que viviam em Damasco, mas passado pouco tempo teve de fugir e retirar-se durante algum tempo para o deserto da Arábia, situado entre o rio Jordão e o Eufrates. Paulo terá dedicado este tempo à sua formação, a interpretar em sentido cristão a leitura rabínica da Bíblia e as tradições religiosas de Israel.
Depois encontramo-lo novamente em Damasco «durante muitos dias» (Act 9,23) a pregar aos hebreus; mas as hostilidades, que vão aumentando contra ele, obrigam-no a fugir de noite, às escondidas.
Paulo decide então ir a Jerusalém para se encontrar com Pedro (Gl 1,19) e segundo esta mesma carta este primeiro tempo de actividade cristã de Paulo durará 3 anos, ou seja, até ao ano 38 d. C.
Em Jerusalém, não obstante a amizade de Pedro e de Barnabé, Paulo sofre a contínua hostilidade dos hebreus gregos e é aconselhado a regressar a Tarso, sua cidade natal (Act 9,29s; Gl 1,21). Uma aparição de Jesus no Templo de Jerusalém fez-lhe compreender claramente, naqueles dias, que deveria ser o Apóstolo das gentes. (cf. Act 22,17s)
No Concílio de Jerusalém recebe a missão de anunciar Jesus Cristo ao mundo pagão, a todos os povos (cf. Gl 2,7-9). É a esta missão que ele vai dedicar toda a sua vida, animado por um apaixonado amor a Cristo. Vai anunciar o Evangelho nas grandes cidades do Mediterrâneo, e fundar Igrejas, comunidades de homens e mulheres, livres ou escravos, judeus, gregos ou gentios que crêem em Cristo, que O amam e observam os seus mandamentos. A sua missão não é fácil. O seu passado de perseguidor da Igreja não lhe permite eliminar todas as suspeitas sobre a sua sinceridade e idoneidade. A sua vontade de procurar sempre o essencial da fé, choca com aqueles que querem misturar todas as religiões e criar novas exigências da Lei.
Perseguido pelos seus antigos colegas, tem de fugir para o deserto da Arábia para se encontrar com Deus e amadurecer a sua vocação.


A SALVAÇÃO VEM DE DEUS


Anuncia Jesus Cristo, partindo de Abraão, e mostra os desígnios de Deus através de Moisés e dos Profetas. Parte da contemplação das maravilhas do cosmo para chegar a Deus, seu princípio e inteligência ordenadora.
Paulo afirma que a salvação não é conquistada pelo esforço e empenho do homem, mas é dom gratuito de Deus. O Espírito de Deus e de Cristo é que se apodera do homem e se torna o seu guia interior e inspirador, no caminho indicado por Jesus. No concílio dos Apóstolos, em Jerusalém, reconhece-se que a salvação só vem de Jesus e do seu Espírito, e que não é necessário impor aos convertidos do paganismo a circuncisão e a observância de outras práticas hebraicas da lei de Moisés. (Gl 2,7-9)
Para Paulo a salvação vem de Deus, através de Jesus Cristo, e não através da lei de Moisés.


JESUS CRISTO PARA PAULO


Para Paulo Jesus Cristo veio ocupar o lugar que o Pentateuco (Lei) ocupava na sua mente e coração dos judeus. A Lei Nova substitui a Lei Antiga.
Jesus é para ele o fim da Lei, é a Nova Aliança, a nova criação, é o único mediador da justificação e salvação do homem.
Em 2Cor 5,18-19, Paulo escreve: «Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação.»
Em Rm 1,4 Paulo afirma: «A promessa a Abraão concretizou-se em Cristo, consti-tuído Filho de Deus com o poder do Espírito de santificação, através da ressurreição dos mortos». Jesus Cristo é a sua vida, a sua esperança, o seu apoio, o seu modelo de vida, o seu Senhor e meta. (cf. Gl 2, 19-20)
Jesus Cristo é o seu ponto de referência; é com Ele que relaciona todo o seu ser.
Tudo sacrificou por Cristo. Para ele o viver é imitar Cristo, cristificar-se, anunciá-l’O e servi-l’O. Em Ef 1,10 Paulo escreve: «Deus estabeleceu reunir todas as coisas em Cristo, uni-las a Ele como Cabeça da qual recebem orientação e força».
Jesus Cristo aparece como a razão profunda da história e do futuro do homem: «Cristo, a glória esperada, está em vós.» (Cl 1,27)
Jesus Cristo é o fundamento em que se apoia, é o sangue que o faz viver, o modelo que ele procura imitar, é a meta que procura alcançar.
Jesus faz nascer nele o ser novo, a «nova criatura» e o «homem interior». (2Cor 4,16)


O CENTRO DE PREGAÇÃO DE PAULO


Jesus Cristo estava sempre diante dos seus olhos e no seu coração. Aplica a Jesus Cristo tudo o que São João, no início do seu Evangelho, aplica ao Logos. Transfere para Cristo todas as qualificações fundamentais do Pentateuco. Assim, para Paulo, Jesus Cristo é vida, luz, sabedoria, salvação, norma de vida, água viva, fonte de graça e de justificação, Criador do Universo, Filho de Deus, que encarnou por obra do Espírito Santo.
Passou a ter com Cristo a relação que tinha com o Pentateuco.
O credo de Paulo é estar com Cristo, viver com Cristo, entrar em comunhão com Cristo, participar no mistério da sua morte e ressurreição, receber o Espírito Santo, conformar-se a Jesus (cristificar-se), unir-se a Jesus e seguir os seus passos até ao ponto de dar a vida, crer na sua Ressurreição.
Nas suas cartas, Paulo afirma que Jesus Cristo está vivo e reconcilia os homens através do Espírito Santo. Cristo traz a salvação ao mundo. A reconciliação dos homens com Deus e entre si é possível e já começou. É através da Igreja que se realiza esta reconciliação.



Pe. João Gomes Filipe, ssp

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pois é... Mais um... E lá vão 9 aninhos!


Pois é... mais um aniversário... um ano que passou e tanto por contar... memórias que vivem nos nossos corações e que se transformam em gestos... acções...
O grupo fez aninhos em Outubro mas só neste fim-de-semana é que, em PARÓQUIA, vamos celebrar...
A EUCARÍSTIA terá lugar no próximo Domingo, dia 23, pelas 9h30, na Igreja Paroquial de Sequeiros e será animada pelos elementos do grupo... com a ajuda de amigos desta caminhada em Cristo que ocupam um lugar especial nos nossos corações!
Da parte de tarde faremos um magusto que será integrado na festa das colheitas...
Assim, todo o mundo (e arredores) está convidado a vir e fazer festa connosco... É um momento de alegria pelo facto de sermos pouquinhos mas continuamos firmes na fé, neste caminho de amor, amizade, alegria, sorrisos... neste caminho que é JESUS CRISTO!
Obrigada a todos os que fizeram este grupo crescer... Prmitam-me dizer, também, obrigada a nós, jovens deste pequeno grande grupo, que continuamos a fazer o melhor que sabemos para testemunhar essa herança de amor!
Pah... Passam-me 9 anos na memória... E emocionada, suspiro, com um brilho no olhar e digo: Como é bom estar aqui!
Um beijinho grande!!!!!
Até Domingo!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Dar mais...


...és um grãozinho de um praia maior,

por isso deves dar tudo o que tens de melhor...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A nossa Lili a cantar a prece... :)

Enquanto esperamos pela "reportagem" do Encontro Nacional do Convivios Fraternos em Fátima...

Aqui fica o momento em que a nossa Lili e o Helder (das Taipas) cantaram a preçe no momento da despedida...

Atenção ao minuto nº 2 deste video...



Somos jovens teus oh Mãe
de Braga vimos louvar...
Caminhando até Ti
p'ra nosso amor consagrar!
Vou gabar-me e dizer que a letra é da minha autoria... loooooool
Bom fim-de-semana!
Beijinhoooo

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pegadas na areia...

Porque acho esta música lindissima...
Partilho-a connvosco!

Uma noite tive um sonho

Sonhei que andava a passear

Eram dois pares de pegadas

Mesmo ali à beirinha do mar...



Vi a vida de cena em cena

Mesmo ali ao pé de mim

Voei como uma gaivota

Sem destino sem fim!



Enquanto sobre as areias

Apenas um pé a andar

Levaste-me tu ao colo

Caminhando sobre o mar..



Pegadas na areia

Um trilho teu

Talvez o que quiseste marcar.



De pegada em pegada

Deixei o meu trilho marcado

Numa areia, numa vida

Sempre contigo ali, ao meu lado...



Pegadas na areia

Um trilho teu

Talvez o que quiseste marcar.


Não é linda?!?!
('',)



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Porque rezar... faz bem!



Creio em Ti, Senhor,

mas peço-Te com toda a minha alma

que aumentes a minha fé.


Adoro-Te mas carrego comigo

uma sede imensa do Teu amor.


Espero-Te, mas pesam-me o tempo,

a dúvida e a distância de permeio,

sem Te encontrar.


Amo-Te Jesus.

Sei que crês, esperas e me amas

na pequenez deste amor.


Obrigada Senhor.
Porque rezar faz bem... é um momento de encontro face a face com um Deus que nos ama e quer fazer parte da nossa história...
Porque rezar é conversar com um amigo muito especial... o amigo de todas as horas da nossa vida, Aquele que nos pega ao colo e nos abraça no seu regaço paterno!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ser Deus!


"Já pensaram na pachorra que é preciso para ser Deus?
Lidar com toda a humanidade ao mesmo tempo deve ser horrível. É que Deus tem de conviver com todo o tipo de pessoas. Neste caso é mesmo todo o tipo de pessoas.
Não há dúvida que Deus tem de ser Deus só para conseguir suportar ser Deus. Ser Deus é ser incompreendido. Não existe nada no mundo tão evidente, tão visível, tão compreensível como Deus. Deus, porque é Deus, resplandece em tudo. Por isso, a existência de Deus é uma das certezas mais consensuais da humanidade.
No entanto Deus está também acima de tudo, infinitamente acima de tudo. Claro que Deus sabe que as suas criaturas nunca O conseguirão compreender. O problema não está aí, mas na forma como as criaturas lidam com o que não entendem. Muitos não Lhe ligam nenhuma. Aproveitam tudo o que Ele lhes dá, sem sequer uma palavrinha para agradecer aquilo que, afinal, é tudo o que eles têm e são. Por vezes até exigem mais, invocando direitos inalienáveis.
Deus não existisse como podiam existir direitos? Como podia existir quem os invoque? Alguém fala dos direitos de Deus?Aqueles que acham que compreendem Deus às vezes ainda são piores. Que piegas e pedinchões!
Como acham que compreendem, fazem contratos com Deus, chantagem com Deus, tentam enganar Deus, seduzir Deus, manipular Deus. Mais, como se consideram relacionados a alto nível, acham-se com direito a uma vidinha melhor. Melhor do que quê? Se é assim, porque não pedir asas ou visão raio-x?
Não é extraordinário que Deus tenha feito o universo e depois essa obra se ponha a comentar o que Ele fez e o que ela é? Temos mil críticas à forma como o mundo funciona. Como se houvesse alternativa e não fosse um privilégio indiscritível simplesmente existirmos. Nós somos os que conseguiram convite para participar neste momento e neste cantinho da Criação. Lamentar o mundo e a sociedade, desdenhar da obra e Autor é, senão grosseria, pelo menos tolice.
A mais bela criatura de Deus é a liberdade humana, e é essa que gera mais problemas. Deus criou a liberdade da forma mais radical, recuando para deixar outros fazer. Se a liberdade humana avançar para Deus consegue realizar obras espantosas.
Menos perfeitas que as Deus faria sozinho, mas muito mais valiosas por serem feitas por quem não é capaz.O risco da liberdade é que pode ser usada como se quiser. Uma liberdade sem Deus é destruição, mas isso faz parte da liberdade. O mais incrível é muitos usarem esse mal que a liberdade humana faz sem Deus como prova da inexistência de Deus.
Como existe mal no mundo, que nós fizemos, então não pode existir um Deus bom, que nos fez a nós. Eu estraguei e por isso Ele não existe! Não é espantoso o raciocínio? Talvez o mais ridículo seja nós orgulharmos daquilo que Deus fez através de nós.
Alguém que não é nada senão aquilo que Deus fez, que depois teve de ser corrigido porque já estragara o que era, e que só conseguiu fazer algo de bom porque Deus lhe segurou a mão, anda todo inchado com essa sua realização! E nós todos dizemos «que grande artista!», «que genial autor!», «que excelente artigo!», sem percebermos que o verdadeiro Artista e Autor é aquele que merece palmas cada vez que passa uma mosca.
Ser Deus é tão horrível que, se Ele viesse a este mundo, as coisas iam correr mal de certeza. É verdade que os gregos, romanos e outros imaginaram como seriam as visitas dos deuses, mas eles perceberam tudo ao contrário, descrevendo a cena como um patrão a visitar a propriedade. O que aconteceria realmente seria que, depois de um momento de euforia no reconhecimento, começariam as reinvindicações, as discussões, os ataques. Não! Se Deus nos visitasse, o mais certo era Ele acabar morto da forma mais cruel que se conseguisse encontrar.
Deve ser horrível ser Deus.
Afinal quem é que quereria ser Deus, para ter tanto trabalho, fazer tudo tão bem, tão perfeito e depois acabar esquecido, desprezado, incompreendido?
Tem de se ser especial para se aceitar ser Deus.
De facto só o Amor quereria e poderia ser Deus".
João César das Neves

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Com Maria, caminhamos na Verdade!


Maria, nossa Mãe, Mãe da nossa Juventude...
No Teu regaço Materno colocamos o caminho que faremos até ao Teu altar...
Guia-nos e livra-nos dos perigos, oh Mãe!
O Encontro Nacional deve sempre sem preparado com seriedade... Não vamos a Fátima passear enquanto grupo de amigos... vamos a Fátima enquanto jovens que querem aos pés da Virgem Maria colocar o seu "obrigado" pelas bênçãos recebidas e pedir a força para mais um ano...
Maria... a Menina-Mulher que, pelo magia da simplicidade, aceitou ser Mãe do Redentor. Neste acto, a simples Maria, tornou-se Mãe da Humanidade...
Assim, numa atitude de peregrinação... LOUVEMOS MARIA!
Fica aqui um pequeno texto que deve elucidar a nosso "caminho" até Ela...
"Ser cristão
É possuir a estrela da esperança
A luz da fé
E a caridade que «nos solda uns aos outros»
Como membros do corpo de Cristo...

Ser cristão é encontrar sempre a luz ao fundo do túnel
Através da capacidade de confiar, de sonhar,
De lutar e ter esperança, como fonte de energia...

Ser cristão é recomeçar cada dia
Com um sorriso de perseverança a brilhar no olhar
Cheio de ternura e de bondade
E com um coração repleto de sonhos de fraternidade...

Ser cristão é tender para a felicidade
Na mais profunda das buscas e aspirações...
E ser simples e humilde,
Encontrando a sua razão de viver
No amor – doação
Reflexo carinhoso de Deus na terra dos homens...

Ser cristão é ter lugar no coração para a humanidade
Consciente da presença de Deus
No seu espírito de serviço,
No seu semear calor humano, bem-estar e simpatia
Fruto de um coração luminoso...

Ser cristão significa estar atento e disponível,
Respirando confiança
Fazendo silêncio interior
Que dá um toque de eternidade...
E lampejos de infinito a cada dia..."
ATÉ SÁBADO!!!!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sou apaixonada por Jesus Cristo!




Estava a conversar com um amigo meu...

O tema centrava-se no facto de ele ter tido um pesadelo... Sonhou que entrava na sala do Grupo de Jovens e nem um jovem aparecia para a reunião... É mesmo um pesadelo quando alguém se empenha tanto pelo bom fruto das sementes lançadas à terra por este grupo...


É um facto que existem jovens que se afastam cada vez mais de Cristo e da Sua Igreja... deixam-se seduzir por outras formas de ser e estar na vida. Mas também temos imensos jovens que se apaixonam...


Apaixonam... paixão...


Sim, a conversa fluiu para o tema da PAIXÃO....


Sim, paixão... E o que é a paixão??


A wikipédia diz-nos que "é uma emoção de ampliação quase patológica do amor... O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele"...


Então... eu tenho uma "emoção de ampliação patológica do amor" e perdi a minha individualidade em função do fascínio que tenho por Jesus??


Não... claro que não... não perco aquilo que mais precioso tenho a vida, a minha individualidade que me torna um ser único e irrepetivel neste mundo e ao longo de toda a vida humana...


Neste tema da paixão.... Eu prefiro falar de uma "paixão de amor"... assim retiro o cariz passageiro da paixão!


Para um Grupo de Jovens sobreviver, os seus jovens têm de se apaixonar de amor por Jesus Cristo... Deixarem-se apaixonar por um Deus que nos ama ao ponto de fazer tudo para que sejamos felizes...

E este "tudo" é feito de uma forma livre... Ele fez-nos livres para escolhermos o plano de felicidade que Ele tem para cada um de nós...


Eu sou apaixonada por Jesus Cristo.. Foi difícil descobrir esta paixão de amor... mas nunca mais se apagou de mim! Foi muito bom descobrir que Ele me ama de determinada forma que deu a Sua vida por mim, pela minha família, pelos meus amigo... Pelas situações que vivo no meu dia-a-dia...


Ele mudou a história da minha vida... no momento em que os Seus olhos tocaram o meu coração!


E fui descobrindo este Jesus... que é o meu melhor amigo! Um "amigo-paixão-amor" da minha vida... e a Ele passei a entregar tudo aquilo que tinha e tenho...


Por exemplo, faço parte de um grupo de jovens com muito poucos elementos... mas a verdade é que cada um tem uma paixão de amor por Jesus... porque como nos diz S. Paulo "o amor tudo perdoa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta" e ser jovem acarreta consigo um conjunto de desafios... novas vidas... novas seduções... novos problemas... novas dores da alma que só uma paixão de amor verdadeira pode ultrapassar.


E quando temos alguma dificuldade... é muito bom ver que esta forma de paixão, nos une a Jesus Cristo, nos mantém a chama acesa... uma chama que nenhum vento forte consegue apagar...


Também vos garanto que esta paixão-amor não surge do nada... é necessário fazê-la crescer... e, acima de tudo, fazer com que "o fogo" da paixão nos una sempre a Jesus Cristo e o "fogo" do amor nos permita, sempre, tomar decisões e seguir caminhos de maturidade que nos leve sempre e sempre mais a um encontro de "face a face" com Aquele que nos ama... e que é também terrivelmente apaixonado por cada um de nós!


Assim, ser jovem de um grupo de jovens.... é dizer aquilo que, sem medo, eu digo:


SOU APAIXONADA POR
JESUS CRISTO!


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A minha amizade com Cristo... (João César das Neves)



A gente pelos amigos faz muita coisa...

Há uns tempos, alguns amigos pediram-me para vir aqui falar-vos da minha amizade com Cristo. E eu venho, só porque é muito difícil dizer que não aos amigos.

Será que eu sou amigo de Cristo? Bem! ele há problemas!

Em primeiro lugar, é difícil ser amigo de alguém que não se vê. Se eu não vejo Cristo, como posso ser amigo d’Ele? Eu estou habituado a ver os meus amigos. Ele, pelo seu lado, diz que é o mais conhecível de todos os seres. Eu só não o consigo ver por causa da minha natureza e do meu pecado. Ele diz que é como o mar para os peixes. Nós, da praia, vemos o mar, mas os peixes nunca viram o mar. Os peixes nunca viram o mar. Os peixes, que vivem mergulhados no mar, não o podem ver apesar de o mar ser tão visível. Assim somos nós com Cristo. Nós vivemos mergulhados em Cristo, é por isso que nunca O conseguiremos ver. Além disso Cristo diz que, por causa disso mesmo, e para facilitar a nossa amizade, veio fazer-se homem. O mar tornou-se peixe, no meio dos peixes do mar.

Mas eu pergunto, como é que é possível eu ser amigo de alguém que viveu há tanto tempo? Não se pode visitar ou passear com alguém que viveu há dois mil anos.

Os meus amigos são todos muito mais novos! E Ele diz que morreu há dois mil anos, mas depois ressuscitou e está vivo e não morto.

Está mais vivo que todos os meus amigos. E, mais, que se fez fisicamente presente e visível no altar e no sacrário.

Aí eu respondo que falar com uma caixa, como o sacrário, não é fácil... Não é fácil ser amigo de alguém que está dentro de uma caixa.

Mas Ele responde que eu não tenho qualquer dificuldade em falar para um telefone, que é uma caixa, ou em falar a amigos pela Internet. O sacrário é a mais antiga Internet do mundo.

Assim, nós resolvemos os problemas mais “técnicos” da nossa amizade.

Mas terminados estes, aparecem outros.
É que Cristo é Deus, o Senhor do universo. Como é possível que eu seja amigo de alguém que é Deus? Há um abismo entre nós.

A distância que nos separa é maior do que aquela que separa um cão do dono. Esta comparação, da distância entre mim e Cristo com a distância que vai de um cão ao dono é má. A distância entre nós é infinitamente maior que a que vai entre um cão e o dono. Mas esta é a maior distância onde eu ainda consigo conceber uma amizade. Ninguém consegue ser amigo de um caracol. Mas a comparação até não é assim tão má.
Realmente, a minha amizade com Cristo é assim como a de um cão para o dono. Eu sou um cão de Deus. Como um cão anseia por brincar com o dono, assim sou eu com Cristo. E Ele ensina-me e puxa por mim. E até nas minhas asneiras, eu me porto como um cão. O cão, faz coisas de cão, que muitas vezes se põem e atrapalham o caminho da amizade.

Assim sou eu com Cristo.

São três os tipos de pecados que eu cometo, que dificultam a nossa amizade:

- Primeiro, eu faço frequentemente aquilo que os cães bem comportados não fazem, como molhar o tapete ou rasgar as cortinas: são os pecados de paixão ou de fragilidade.

- Depois, muitas vezes estou sem atenção, e estorvo o dono com os meus pulos, quando o devia ajudar: são os pecados de ignorância.

- Finalmente, os piores, são quando chego a rosnar e a morder a mão do dono porque não quero ir para onde ele me leva: são pecados de malícia. Pecados de paixão, de ignorância e de malícia são os obstáculos que também fazem parte da nossa amizade (S.Tomás de Aquino, Summa Teológica, I-II, 78,1).


Há, no entanto, ainda uma última questão na nossa amizade...
Cristo fez-se homem, para ser nosso amigo. Mas não é fácil ser amigo de alguém tão importante. Não é fácil, ser amigo do Papa ou do Primeiro-Ministro. Temos admiração e respeito por eles, mas não somos “amigos”. Mas Ele diz que se eu ficar empanado no carro, no meio da estrada com o Papa, ou se tiver de fazer um trabalho de grupo da universidade, daqueles difíceis, com ele, naturalmente ficamos amigos.
Cristo é, realmente uma pessoa muito importante, com quem se faz cerimónia. Mas nós os dois somos amigos, porque Ele esteve sempre ali.

Esteve comigo em todos os sarilhos em que eu me meti (e alguns em que Ele me meteu!).

E foi desses sarilhos que nasceu a nossa amizade... Ao princípio eu não notava. Hoje, eu já noto a sua presença e, sobretudo o seu enorme sentido de humor.

E acho que somos amigos.

Quando eu não notava, quem primeiro me falou d’Ele foram alguns amigos meus. Amigos meus e d’Ele, desta Igreja, que agrega apenas os Seus amigos, que notaram que Ele está aqui. Por isso, eu acho que Cristo e eu somos amigos só por causa dos muitos sarilhos em que nos metemos juntos.

Agora, por exemplo, nós os dois temos uma pequena sociedade, uma indústria de dar aulas, fazer conferências e escrever artigos...


A divisão de tarefas nessa empresa que tenho com Cristo é simples: Ele faz, eu estrago e depois dividimos os resultados!!!

E lá vamos vivendo.
(João César das Neves)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Oração da Manhã







Um novo dia começa... Com ele chegam novos anseios, sonhos, esperanças, preocupações... Com ele, chegam novos momentos de contemplação... novas reflexões, lembranças, promessas...
Cada dia é único porque nos permite, novamente, voltar a sonhar... Erguer os olhos aos céus e lutar por algo novo... e continuar a caminhar para concretizarmos aquilo que idealizamos!


Aqui fica uma pequena oração...



Senhor, eu quero mudar,


Dai-me ó meu Deus,


Força para vencer às tentações,


Fazei que aumente a minha fé.


Eu quero, agora, mudar,


Eu preciso mudar!


Só assim sentirei paz interior.


Oh! Deus amor!


Pega na minha mão e ensina-me


Novamente a caminhar…


Abranda, Senhor, o meu coração!


Vós que Sois Onisciente e Onipresente


Sabeis que Vos quero realmente amar…

Vinde, Senhor!



Confesso, que me afastei de Vós


Ensina-me o caminho do amor,


Quero, Senhor, voltar!

Amém!

(Tarcísio Costa)

(Porque, hoje, senti que nem sempre me lembro de Ti...não tantas vezes como queria, não tantas vezes como mereces... Perdoa a minha ausência de gestos corajosos...)